{"id":45,"date":"2021-08-18T14:01:59","date_gmt":"2021-08-18T14:01:59","guid":{"rendered":"https:\/\/rafeirosdoalentejo.eu\/pt\/?page_id=45"},"modified":"2021-08-18T15:03:08","modified_gmt":"2021-08-18T15:03:08","slug":"caracteristicas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/rafeirosdoalentejo.eu\/pt\/caracteristicas\/","title":{"rendered":"Caracter\u00edsticas de Rafeiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Hist\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\" style=\"font-size:15px;line-height:1.4\">O Rafeiro do Alentejo \u00e9 uma ra\u00e7a antiga da regi\u00e3o do Alentejo. Como a maioria dos mulossos europeus, acredita-se que seja descendente dos c\u00e3es corpulentos do Ribatejo ou do&nbsp;Tibete. <br><br>N\u00e3o se sabe quando os c\u00e3es chegaram na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica; \u00e9 poss\u00edvel que eles vieram com alguns n\u00f4mades em tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, ou que eles foram trazidos pelos romanos quando governaram a regi\u00e3o. Muitas vezes se sup\u00f5e que a ra\u00e7a est\u00e1 relacionada com o Mastiff Tibetano, mas n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia disso. Talvez no futuro as evid\u00eancias de DNA sejam capazes de provar quando os c\u00e3es chegaram e qual \u00e9 sua linhagem, mas por enquanto n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias, apenas lendas, palpites e especula\u00e7\u00f5es.<br>Acredita-se que o Rafeiro do Alentejo foi generalizado na \u00e9poca das viagens de descoberta, especialmente por pescadores que regularmente atracavam na Terra Nova. Com base nessa teoria, afirma-se que o Rafeiro poderia ser um dos ancestrais do Newfoundland Dog, ou do Newfoundlander <br><br>O que se sabe \u00e9 que esta ra\u00e7a tem sido usada para trazer ovelhas das montanhas do norte de Portugal para o planalto do Alentejo e de volta para as montanhas (transumance) e para proteger O que se sabe \u00e9 que esta ra\u00e7a tem sido usada para trazer ovelhas das montanhas do norte de Portugal para o planalto do Alentejo e de volta para as montanhas (transumance) e para proteger contra grandes predadores, como o lobo. Como resultado de mudan\u00e7as na agricultura e na pecu\u00e1ria, e do exterm\u00ednio de grandes predadores, a ra\u00e7a n\u00e3o teve mais nenhum benef\u00edcio econ\u00f4mico e come\u00e7ou a cair em desuso. No entanto, os criadores conseguiram manter a ra\u00e7a viva, embora em Portugal ainda seja considerada \u201cvulner\u00e1vel\u201d. <br>Sabe-se que o nome \u201cRafeiro do Alentejo\u201d est\u00e1 em uso desde o final do s\u00e9culo XIX. O nome provavelmente decorre da opini\u00e3o que a popula\u00e7\u00e3o do c\u00e3o tinha: um rafeiro comum na regi\u00e3o.<br>Apesar da antiguidade desta linha, o Rafeiro do Alentejo teve que esperar at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX para se livrar da classifica\u00e7\u00e3o dos rafeiro. Ironicamente, o nome escolhido para a ra\u00e7a foi, em \u00faltima an\u00e1lise, o nome cunhado pela popula\u00e7\u00e3o.<br><br>Em 1940, dois kynophiles, Ant\u00f3nio Cabral e Filipe Romeiras, realizaram um censo para tentar determinar quantos Rafeiros do Alentejo existiam na regi\u00e3o. Este foi o ponto de partida para a elabora\u00e7\u00e3o da norma e o reconhecimento da ra\u00e7a pela <a href=\"http:\/\/www.fci.be\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">F\u00e9d\u00e9ration Cynologique Internationale<\/a> , que veio em 1967. O Rafeiro do Alentejo \u00e9 reconhecido pela FCI, juntamente com outras ra\u00e7as portuguesas (incluindo o C\u00e3o da Serra da Estrela e o C\u00e3o de Castro Laboreiro), no grupo 2 e no se\u00e7\u00e3o 2. A <a href=\"http:\/\/www.acra.org.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores do Rafeiro do Alentejo<\/a> \u00e9 o clube oficial desta ra\u00e7a em Portugal.  <br><br>No entanto, o reconhecimento da ra\u00e7a n\u00e3o rendeu a popularidade esperada para o Rafeiro do Alentejo. O n\u00famero diminuiu para um n\u00famero m\u00ednimo nas d\u00e9cadas seguintes (desde o in\u00edcio do censo) no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980. O voo rural e a desertifica\u00e7\u00e3o do interior tamb\u00e9m n\u00e3o ajudaram essa ra\u00e7a r\u00fastica, mas felizmente, o c\u00e3o alentejo \u00e9 hoje um c\u00e3o popular em Portugal, com registros anuais entre 200 e 500, e geralmente \u00e9 mantido como um c\u00e3o companheiro e c\u00e3o de guarda. <\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"alignwide\" style=\"font-weight:500\">Temperamento<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\" style=\"font-size:15px;line-height:1.4\">O Rafeiro n\u00e3o \u00e9 um c\u00e3o para um dono inexperiente. Como um c\u00e3o de guarda, ele \u00e9 muito territorial e agressivo com estranhos que entram em sua propriedade. Portanto, \u00e9 indispens\u00e1vel que sua gama seja bem definida e o terreno seja bem cercado. Latir \u00e9 a primeira forma de defesa do territ\u00f3rio. Sua voz \u00e9 baixa e aud\u00edvel a uma grande dist\u00e2ncia. <br>\u00c9 um c\u00e3o defensivo, que ataca apenas se houver uma amea\u00e7a percebida. Como um c\u00e3o de guarda excepcional, ele defende o pa\u00eds e a fam\u00edlia com coragem, sendo especialmente vigilante \u00e0 noite. <br><br>O Rafeiro \u00e9 um animal calmo e confiante com car\u00e1ter nobre e digno. Extremamente leal e ele \u00e9 particularmente paciente com crian\u00e7as. Ele ama a aten\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, mas se recusa a aprender truques que n\u00e3o s\u00e3o \u00fateis para seu trabalho. Ele \u00e9 muito eficiente em seu consumo de energia e far\u00e1 o seu melhor para salv\u00e1-lo para sua atividade de vigil\u00e2ncia. Devido \u00e0 sua velocidade, ele tamb\u00e9m \u00e9 usado na ca\u00e7a de grandes jogos.<br><br>Em casa, ele \u00e9 muito calmo e d\u00f3cil. A ra\u00e7a amadurece muito tarde, apenas por volta dos quatro anos de idade. Ele pode viver bem com outros animais, desde que tenham sido trazidos para contato com eles desde cedo. <br><br>O Rafeiro do Alentejo n\u00e3o requer muito movimento. No entanto, n\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel manter essa ra\u00e7a em um apartamento.<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"font-weight:500\">Sa\u00fade<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\" style=\"font-size:15px;line-height:1.4\">Estima-se que essa ra\u00e7a tenha uma expectativa m\u00e9dia de vida de 10 a 14 anos. <br><br>H\u00e1 poucos dados sobre problemas de sa\u00fade nesta ra\u00e7a. No entanto, como acontece com a maioria dos c\u00e3es grandes, a displasia da anca \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o. As otites tamb\u00e9m poder\u00e3o ser um problema nesta ra\u00e7a, por isso recomenda-se um cuidado extra para a higiene das orelhas. <br><br>O pelo curto a m\u00e9dio do Rafeiro n\u00e3o requer muita manuten\u00e7\u00e3o. Escova\u00e7\u00e3o semanal \u00e9 suficiente para manter o pelo bem preparado. O Rafeiro muda de pelo duas vezes por ano e depois precisa ser escovado com mais frequ\u00eancia para remover os cabelos ca\u00eddos. Um banho s\u00f3 deve ser dado quando for realmente necess\u00e1rio, uma vez que a \u00e1gua e os produtos danificam a camada protetora oleosa da pele do c\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"font-weight:500\">Padr\u00e3o de ra\u00e7a<\/h5>\n\n\n\n<p style=\"font-size:15px;line-height:1.4\">Altura em murchos: machos 66 \u2013 74 cm, cadelas 64 \u2013 70 cm, alguns cent\u00edmetros a mais tamb\u00e9m \u00e9 permitido de acordo com o padr\u00e3o.<br>Peso: machos 45-55 kg, cadelas 40 \u2013 50 kg<br>Pelo: Curto a m\u00e9dio comprimento, grosseiro, denso e liso ou ondulado. Ocorre em muitas cores, com ou n\u00e3o com manchas e\/ou tigres leves.<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"font-weight:500\">Forma\u00e7\u00e3o<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\" style=\"font-size:15px;line-height:1.4\">O treinamento precoce de socializa\u00e7\u00e3o e obedi\u00eancia \u00e9 absolutamente crucial. O Rafeiro do Alentejo \u00e9 teimoso e dominante e, portanto, exige um dono forte e dominante. Eles n\u00e3o respondem a m\u00e9todos agressivos ou pesados. O treinamento deve ser dado com motiva\u00e7\u00e3o, firmeza, respeito, honestidade e consist\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria O Rafeiro do Alentejo \u00e9 uma ra\u00e7a antiga da regi\u00e3o do Alentejo. Como a maioria dos mulossos europeus, acredita-se que seja descendente dos c\u00e3es &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v18.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Rafeiros do Alentejo - Rafeiros do Alentejo - O maior c\u00e3o do Portugal<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"O Rafeiro do Alentejo \u00e9 uma ra\u00e7a antiga da regi\u00e3o do Alentejo. 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